Tribuna do Tocantins
07/07/2011 07h01 - Atualizado em 07/07/2011 07h01

Cirurgias de lábio leporino serão ampliadas no Socorrão de Imperatriz

O tratamento é feito com a utilização de aparelhos ortodônticos para corrigir a posição dos dentes, após é realizado um procedimento de enxerto ósseo

Imperatriz - A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) realiza desde o ano de 2007 procedimentos cirúrgicos de lábio leporino, conhecido por fissura labiopalatal, que é uma abertura na região do lábio ou palato, ocasionada pelo não fechamento dessas estruturas, que ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação.

Em entrevista à reportagem, o odontólogo Leonilson Gaião, doutorado em buxomaxilofacial pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, explica que “esse é um tratamento realizado por uma equipe multidisciplinar, complexo e de longo prazo”.

“Essas crianças que têm um lábio aberto apresentam um conjunto de problemas denominados de fissuras labiopalatal, cujo tratamento é iniciado desde o nascimento da criança, pois o mesmo utiliza placas e aparelhos para melhorar a alimentação”, conta ele, que ressalta que a partir do terceiro mês de idade a criança é submetida a primeira cirurgia para fechamento do lábio e depois de doze meses é realizada uma outra cirurgia para fechar o “céu da boca”.

Ele informa ainda que o tratamento é feito com a utilização de aparelhos ortodônticos para corrigir a posição dos dentes, após é realizado um procedimento de enxerto ósseo (geralmente é retirado da bacia da criança) e uma seqüência de outras cirurgias bucomaxilofacial e plásticas.

“Existem diversos outros procedimentos considerados de suma importância, assim como as cirurgias e os atendimentos fonoaudiólogos e  psicológicos aos pacientes e às famílias, pois necessitam devido a dificuldade de relacionamento e convívio social”, esclarece o odontologista Leonilson Gaião.

Parceria

Em Imperatriz, o médico destacou a parceria do curso de Ortodontia da ABO (Associação Brasileira de Odontologia) e o atendimento odontológico que é complexo e desenvolvido no curso de Odontologia da faculdade da Facimp. “As cirurgias são realizadas pelo cirurgião plástico Gilberto Reis, o ortopedista Gilberto Aguiar e Leonilson Gaião”, frisa.

Ele afirma que anualmente são realizadas entre 50 e 100 cirurgias lábio leporino em Imperatriz, mas adianta que o objetivo do município é aumentar esse tipo de atendimento cirúrgico. “Nós começamos no primeiro ano com 22 pacientes e a meta hoje é atingirmos uma meta de 100 pacientes por ano, em Imperatriz”, estima.

Leonilson Gaião coordena a Associação Maranhense da Alegria (Amalegria): grupo de professores, alunos e profissionais de diversas áreas para atendimento de pacientes com fissuras labiopalatinas.

Equipe

Esse tipo de atendimento especializado é feito pela equipe de cirurgiões: Leonilson Gaião (odontólogo); Gustavo Aguiar (ortopedista); Gilberto Reis (plástico); Kátia Ghidella (fonoaudióloga); Suelle Lima (psicóloga) e os ortodontistas: Maira Massuia; Celson Rodrigues; Hideo Suzuki; Hélio Bezerra e Cristina Dechichi, entre outros profissionais.

 

Legenda:

O odontólogo Leonilson Gaião diz que a meta é realizar até 100 cirurgias por ano de fissura labiopalatal, em Imperatriz

 

 

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