Há alguns anos, o cenário econômico do país mudou. A região Nordeste saiu da posição de coadjuvante e aponta índices de crescimento que superam a média nacional. Segundo estimativas da consultoria Datamétrica, a região irá apresentar em 2012 uma expansão de 5,03% no Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o percentual brasileiro não deverá passar dos 4,3% de crescimento. Puxados por uma onda de investimentos em diversos segmentos, os nove estados da federação que compõem o Nordeste assumiram um novo patamar econômico, que deverá continuar crescendo até, pelo menos, 2014, quando serão entregues centenas de obras de infraestrutura.
Um dos setores mais representativos para esse crescimento é o de serviços, com expansão estimada, só no estado de Pernambuco, de 5,4%. Aproveitando o momento de oportunidades, empresas nordestinas vêm ganhando destaque em todo o país. Uma delas é o Grupo Provider, companhia pernambucana especializada em serviços de tele atendimento (Contact Center), atendimento presencial (BPO) e tecnologia da informação (TIC).
Há 15 anos no mercado, o Grupo Provider tem atuação nacional (15 estados) e internacional (Chile e Angola). A companhia tem mais de 10 mil funcionários e aproximadamente 3.400 posições de atendimentos, responsáveis por dar suporte a 39 clientes de grande e médio porte, distribuídos em 74 contratos públicos e privados. Em apenas cinco anos, o Grupo Provider cresceu sete vezes e agora se prepara para abrir capital para investidores. Em 2010, a Provider registrou um faturamento de R$ 235 milhões, 145% a mais do que no ano de 2006.
No estado do Maranhão, os investimentos em obras de aporte nacional, como a Refinaria Premium I, em Bacaneira, prometem elevar o PIB em 30% a 40%. Para este ano, a expectativa da secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão é de crescimento de 7,5% do PIB, com perspectiva de dobrar o valor nos próximos cinco anos. E nesse cenário atua o Grupo Provider na Região, tanto na capital São Luís quanto no município de Imperatriz, no sudoeste do estado.
Reafirmando a expertise no setor, a Provider atua no segmento de energia elétrica local desde 2007, realizando os serviços de leitura de medidores e entrega nas áreas Norte e Sul (241 pessoas), Consumo Não registrado (CNR), lojas de atendimento presencial (203 funcionários), mão de obra especializada e atendimento (SAC). Ao todo, 804 colaboradores do grupo atuam no Maranhão. A maioria deles no segmento de call center, 257 funcionários. Para 2012, a expectativa é de crescer 20% na região. A integração de serviços de atendimento - forte tendência de mercado hoje - desde o início foi uma das marcas da companhia. Os contratos firmados no Maranhão representam 7,4% da receita por local de prestação do Grupo Provider.
Contact Center – O serviço de Contact Center, responsável atualmente por quase metade das ofertas de primeiro emprego com carteira assinada no Brasil, representa 50% do faturamento total do Grupo Provider. São aproximadamente 4.300 funcionários em seis sites: Recife, Caruaru, Imperatriz (MA), São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
O setor de Contact Center cresceu, em 2010, 11%. As empresas do ramo, por sua vez, já faturam a fatia de R$ 26,3 bilhões por ano, uma movimentação financeira similar a das multinacionais de bebida, como a Ambev. Em cidades do interior, como Caruaru, no Agreste pernambucano, a atividade já rendeu ao Grupo Provider a posição de segunda maior empregadora do município, perdendo apenas para a prefeitura. São 1,8 mil funcionários. Em Imperatriz, no Maranhão, segunda cidade mais populosa do estado, 257 pessoas compõem o serviço de call center.
Hoje, por causa do desempenho nos setores do comércio e da prestação de serviços, Imperatriz tem o terceiro maior PIB do Maranhão e 228º do Brasil. Cidades com esse potencial têm atraído o investimento das empresas nordestinas, caso do Grupo Provider.
Nas cidades do interior, tomando como exemplo Caruaru, os índices de rotatividade (turnover) e absenteísmo (falta) são bem mais baixos do que o mercado de um modo geral. A média de funcionários que deixam a empresa em busca de outro emprego é 30% menor do que no restante do País. Além disso, mais da metade dos funcionários, cerca de 60%, está na faculdade. E ao contrário do que possa parecer, nessas áreas a mão de obra não é mais barata, já que a empresa adota o mesmo piso salarial para todo o Brasil (R$ 545,00). É uma forma de responsabilidade social que faz toda a diferença no dia a dia da região. Tudo isso tem reflexo direto na qualidade do atendimento prestado. Pesquisas internas mostram que 87% dos trabalhadores se dizem satisfeitos com o emprego, que é para muitos uma rota de fuga ao setor local predominante e uma forma de arcar com os custos de um ensino superior.
Bolsa de Valores – O Grupo Provider foi uma das quatro empresas brasileiras – e única nordestina – selecionada para participar do Fórum de Abertura de Capital da BM&Bovespa, realizado em novembro de 2011. Atualmente, a companhia busca um parceiro estratégico para abrir capital e ingressar no Bovespa Mais, o chamado “segmento de acesso” da bolsa. O Grupo quer captar R$ 120 milhões com um novo sócio para formatar um plano de investimentos e chegar a 2016 com faturamento de R$ 1 bilhão. A meta é abrir capital na bolsa entre o segundo semestre deste ano e o primeiro semestre de 2013. Hoje, apenas uma empresa pernambucana tem participação na BM&Bovespa, a Celpe.





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